segunda-feira, 10 de abril de 2017

AUSENTE ?!

Sou ausente, sim, mas só em corpo,
Porque em espírito, amor, sou o teu cosmos,
O teu universo de luz e chama e cor,
O brilho que ilumina o teu olhar,
Um arco-íris pleno de esplendor,
Um rio de ternura em cada beijo,
O céu onde tu entras sem rezar,
O sol dos teus Verões, dos teus Invernos,
O bálsamo que alivia a tua dor,
O SILÊNCIO que teima em te abraçar.

João Frada
Calendas Poéticas 2000


sábado, 25 de março de 2017

JEROEN DIJSSELBLOEM - Eurogrupo, Euroescrúpulos, "Copos e Mulheres"

“Jeroen Dijsselbloem […] terá realizado investigação na área da Economia Empresarial, no University College Cork, na República da Irlanda (1991), com o objectivo de obter um Mestrado, sem no entanto o concluir. Apesar de não ter concluído os estudos deste curso de Mestrado, entre Novembro de 2013 e Abril de 2014, o grau de Mestre constou da sua biografia oficial, até o mesmo ser desmentido por parte do University College Cork e da National University of Ireland.”
(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jeroen_Dijsselbloem)

“O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, acaba de retirar do currículo um mestrado em Economia Empresarial, pela University College Cork (UCC), que nunca existiu naquela instituição.”

Segundo a Wikipédia, o Mestrado processa(va)-se naquela universidade irlandesa; de acordo com o texto publicado no jornal Público (em 15.04.2015) o Mestrado nunca existiu naquela instituição. O dito Mestrado, porém, a acreditarmos na informação da Wikipédia ou do referido periódico, nunca viria a ser concluído por “Sua Ex.ª”, o Sr. “Proto-Mestre” Jeroen Dijsselbloem. Foi título ambicionado, mas nunca  conseguido.
Curioso o perfil ético e moral deste senhor, presidente do Eurogrupo, o qual, com tais antecedentes, vem agora exibir-se tão alardemente…e alarvemente…criticando os povos da Europa do Sul, como se o seu comportamento Eurocêntrico fosse absolutamente intocável e irrepreensível!
Obviamente, o status científico e pessoal que este grau académico lhe poderia conferir, pensava ele, garantir-lhe-ia, junto de grande parte dos seus bacocos colegas do Eurogrupo, um nível mais elevado de supremacia, respeito e admiração. Tinha razão. Na verdade, só viria, mesmo, reforçar um pouco mais a solidez da sua ação político-presidencial, enquanto alto dirigente do Eurogrupo, como se viu. O silêncio em torno desta sua borrada pessoal é ou foi paradigmática do espírito de retidão, honestidade e integridade intelectual que parece caracterizar uma grande parte dos seus colegas europarlamentares.    
Perante este seu “dislate curricular”, e utilizando as suas próprias palavras, apetece-nos perguntar: será que a organização ou redacção final do seu pomposo currículo se terá processado depois de uma boa noitada de “copos e mulheres” ?! Ou, tomando em consideração estes refinados sinais de narcisismo e megalomania, e tendo em conta a permissividade da legislação holandesa em relação a uso de cannabis, e não só, fosse eu Psicólogo ou Psiquiatra, atrever-me-ia a pôr como hipótese de diagnóstico, ainda que improvável, uma “azarada” crise de ressaca  depois de uma visitinha legal a uma qualquer sala de shoots (sala de chuto).
Como se vê, esta faceta megalomaníaca do ilustre presidente do Eurogrupo, não obstante traduzir, claramente, um perfil pessoal e político revelador de desonestidade e de falta de escrúpulos, não poria em causa a sua continuidade de funções no alto cargo europeu que desempenha.
Impávido e sereno, continuou/continua a sua missão, ali alicerçado de “pedra e cal”.
Os seus colegas do Eurogrupo, porventura, familiarizados com estas e outras manhas que constituem a praxis diária da sua actividade, enquanto “pastores” de todo o “rebanho” europeu,… com alguns carneiros mais rebeldes do que outros…, terão feito letra morta, ou vista grossa, sobre este “insignificante” incidente. O que pensaram, comentaram ou criticaram nos bastidores sobre o comportamento do seu “presidente” com aspiração a Mestre, não sabemos. Mas que decidiram mantê-lo, manifestando-lhe deste modo a sua confiança, pelo seu exercício, pessoal e profissional, isento, escorreito e criativo, isso, não há dúvida.
Apesar desta atitude bem demonstrativa do seu carácter pretensioso, insensato e descuidado, continua a passear-se, elegantemente, nos píncaros do Eurogrupo, como um bom “menino de coro”. E todos o ouvem. Dos mais atentos aos mais senis que se pavoneiam e circulam nos corredores daquele sagrado “templo”, todos lhe tecem os mais rasgados elogios.
Jeroen Dijsselbloem, arrogante e presunçoso, assim apoiado por outros tantos insolentes da sua laia, nas decisões que a todos nos tocam, continua a fazer ouvir o eco da sua voz, apesar de tanta distorção…e da tempestade de críticas e protestos que, qual vento suão, não pára de soprar sobre os “telhados de vidro” de Bruxelas.

João Frada

Médico/Professor Universitário (Ph.D.) FML

sábado, 4 de março de 2017

EU.. Eis-me

POEMA

EU...Eis-me  

Aguardo pressentir-te, há tanto tempo,
sem guardas, grades ou prisões,
ouvir o som longínquo dos teus dedos
e nada sei de ti, tempo perdido,
nenhum sinal de vida, meu amor.

De que me valem rogos, penitências,
ou promessas aos santos mais devotos
se os céus não se apiedam desta dor? 
Neste silêncio sepulto a tua ausência
E, pouco a pouco, no peito, os meus afetos
Lembram um manto de Outono, pela cor.
                                                              
João Frada
Calendas Poéticas 2000


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

QUEIXUME

ELA:

Há sempre alguém
Entre mim e ti:
Uma claridade que domina,
Uma sombra que te desfaz,
Um corpo que te esconde…”

[citando] Jorge de Sena

ELE: [“Réplica” ao lindíssimo Poema de Jorge de Sena]

Há sempre um qualquer senão
que surge, como realças,
uma luz, uma sombra, um corpo
que nos tolhe sem quartel,
gerando esperanças falsas.
É maldição, é má sorte,
É o destino cruel
Que fez de nós sua aposta
E nos persegue de perto?
Quando, enfim, busco a razão
Meu amor, pra tanto azar,
Sinto os neurónios às voltas
E nunca sei a resposta.
Apetece-me gritar:
Ou é do cu ou das calças.

João Frada 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Sacos e Mochilas Escolares



Petição apela ao fim das mochilas pesadas na escola – APEE-AEAA

apee-aeaa.pt/2017/01/peticao-apela-ao-fim-das-mochilas-pesadas-na-escola/

Mochilas e sacos escolares gordos e pesados, “fardos” diários e obrigatórios sobre os ombros dos mais jovens, só agora, pasme-se, viriam a constituir motivo de preocupação entre a sociedade civil, quase sempre mais atenta às faltas e falhas de arbitragem futebolística do que às posturas viciosas que, de há muito, se vão desenhando sobre o esqueleto destes pequenos sherpas. Esperemos que este acordar de consciências encontre também algum eco entre os nossos parlamentares, criando legislação e as necessárias condições para eliminar e prevenir alguns desses transtornos esquelético-musculares.    

LER TEXTO: “Sacos e Mochilas - pesos de hoje e fardos de amanhã” Partes I e II). In News.FML. 2010

Sacos e Mochilas - Parte II

Joao Frada
Médico/Professor Universitário (Ph.D.) FML

domingo, 5 de fevereiro de 2017

A CHUVA


A chuva, fria, continuará a cair em fina toalha transparente ou em grossas gotas, como se os céus julguem lavar as nossas mágoas e refrescar os nossos vulcões adormecidos...
Açoita-nos o corpo e zurze-nos a pele, e parece que nos procura purificar o espírito, arrastando memórias vivas e dolorosas do nosso pensamento, numa furiosa enxurrada sem destino, mas só restará dessa escorrência um pantanal  de miasmas e de sonhos que nunca se chegarão a realizar. Pobre e triste chuva...  

João Frada   

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

PRAIA DE MIRA - Perspetiva Histórica e Etnográfica (Das origens aos anos 80 do século XX)

"Praia de Mira: Perspetiva Histórica e Etnográfica (Das origens aos anos 80 do século XX)". 2ª edição revista e aumentada. Lisboa: Clinfontur Edições, 2016.
Autor: João Frada


"Quando, por imperativos de ordem académica e cultural, nos sugeriram a realização de um trabalho de campo sobre uma comunidade portuguesa qualquer, cujos aspetos vivenciais fossem bem demonstrativos dum cenário de artes e costumes, de preferência, sem significativas alterações civilizacionais, patenteando, o mais possível, “o virtuosismo e o pitoresco ainda hoje mantidos em tantos recantos do nosso país”, ponderámos, de imediato, a possibilidade de centrar as nossas pesquisas sobre a Praia de Mira.
O estudo sobre esta pequena povoação do litoral atlântico, onde, de uma maneira tão sui generis, se desenvolvem atividades de pesca no mar, quase nos mesmos moldes artesanais, provavelmente, há mais de dois séculos, pareceu-nos ser a resposta adequada a essas exigências académicas.
A descrição da arte-xávega, durante a qual os barcos e redes são arrastados por bois e pela força braçal dos pescadores, homens e mulheres que participam ativamente nesta faina, constitui, sem dúvida, a nota mais paradigmática deste trabalho de natureza histórica e etnográfica."(In Introdução, p. 13) 

Apresentação da obra – “Praia de Mira: perspectiva histórica e etnográfica (das origens aos anos 80 do século XX)”, do autor mirense João Frada.

No dia 13 de fevereiro, sábado, pelas 15 horas, decorreu no Centro Cultural e Recreativo da Praia de Mira, o lançamento da obra – Praia de Mira: perspectiva histórica e etnográfica (das origens aos anos 80 do século XX, da autoria do Professor Doutor João Frada, dada à estampa pelas Edições Clinfontur.
Estiveram presentes, nesta cerimónia, umas largas dezenas de amigos e conhecidos do autor.
A apresentação do livro foi da responsabilidade do Sr. Dr. António Nabais, ilustre Museólogo e Historiador, o qual exaltou a importância da obra no contexto da cultura e do património local, regional e nacional.
As intervenções que se seguiram, em torno deste título e desta nova edição do “Praia de Mira” (1ª edição, 1983), bem como sobre a biografia e obra científica e literária do autor, couberam aos restantes membros da mesa, o Sr. João Maria Nogueira, o Sr. Dr. Francisco Reigota, Presidente da Junta de Freguesia da Praia de Mira, e o Sr. Dr. Raúl de Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Mira.  
O autor, João Frada, depois de tecer algumas considerações sobre o estudo acabado de editar, encerrou o evento cumprimentando e agradecendo a solidariedade e a gentileza a todos quantos quiseram prestar-lhe homenagem através da sua presença.  
A excelente reportagem fotográfica ficou a cargo do Zé Manel (Foto Zé Manel – Praia de Mira).
Marcando o encerramento da cerimónia, foi servido um “Porto de Honra”.